As psicólogas Paula Negrão e Fernanda Caielli listam nove dicas para controlar as emoções enquanto a reclusão for necessária.

O isolamento domiciliar, em decorrência da pandemia de coronavírus, tem mudado drasticamente a rotina de muitas pessoas. Essa quebra de hábitos repentina, por sua vez, pode desencadear diversos problemas de saúde, principalmente psicológicos. Evitar depressão e apatia podem ser duas tarefas diárias no decorrer da quarentena.

Ao medo relacionado à contração e contaminação do Covid-19 é adicionado o temor de nos encontrarmos sem nenhum estímulo externo, que nos distraia de pensamentos tristes e confusos. Reclusos em casa, pacientes que já trataram ou estavam se tratando, tendem a reagir a esse novo cenário com ansiedade, pânico, angústia e desgosto. Por vezes, com pavor do hoje e do que está por vir.

Quando tudo parece estar um caos

Paula Negrão e Fernanda Caielli, psicólogas e diretoras do Instituto Connecta, acreditam que a primeira sensação é de uma “perda de controle”, quando a pessoa se sente vulnerável e não pudesse fazer nada para mudar a situação.

Quanto mais a pessoa tende a ser controladora, mais forte esse sentimento de impotência. A seguir aparece a solidão, pois, muitas vezes, não conseguirmos olhar para dentro de nós mesmos. Simbolicamente, estar em casa é ter que arrumar a casa. É preciso olhar para dentro, nem todos querem lidar com isso”, complementa Paula.

Desse modo, o isolamento não necessariamente leva à depressão. O desequilíbrio do estado mental de alguém requer outros fatores. Ideia que é comprovada pelo fato de algumas pessoas estarem aproveitando o tempo em casa para despertarem seu lado produtivo e criativo.

Estão mais vulneráveis aqueles que fogem da própria vida, se apegando a uma rotina apertada, compras compulsivas ou coisas. A especialista ainda enfatiza que é mais fácil para os que “não tem tempo de nada ou que ficam sempre fora“.

Os sintomas também vão variar de idade para idade. Enquanto os mais jovens podem se sentir deprimidos por não conseguirem se dedicar a sua vida social e estudos, os mais velhos tendem a refletir sobre a solidão e a morte.